Como consumir peixes e frutos do mar de forma consciente

O lixo de plástico nos oceanos não é a única ameaça aos pescados, a pesca descontrolada é outro problema. Cientistas preveem que grandes estoques marinhos globais podem entrar em colapso nas próximas décadas, caso nenhuma ação seja tomada para reverter o cenário, informou um relatório da ONG WWF-Brasil (Fundo Mundial para a Natureza). Abaixo estão mais informações e orientações para o consumo consciente de pescados, de acordo com a organização.

A pesca artesanal não é o problema, e sim parte prejudicada

No Brasil, uma pessoa consome, em média, 10 quilos de peixe. A quantidade é metade do consumo médio da população mundial, de 20 quilos. Mesmo assim, 80% dos recursos pesqueiros são explorados além de sua capacidade natural de regeneração. Ou seja, há margem para o aumento no consumo, mas com poucos recursos para atingir a demanda.

Entre 2012 e 2016, a área dos oceanos explorada para a pesca foi quatro vezes maior do que a utilizada, em terra, para a agricultura. Frotas industriais de pesca comprometem os estoques, fazendo com que pequenos pescadores tenham que trabalhar mais para conseguir a mesma quantidade de pescado, quando isso é possível.
A atividade pesqueira atual trouxe impactos sobre grupos como tubarões, por exemplo, que foram recentemente listados como ameaçados pela União Internacional
para a Conservação da Natureza (IUCN).

Como consumir pescado – o que o consumidor pode fazer

O consumidor pode procurar certificações ambientais. A Marine Stewardship Council (MSC) e a Aquaculture Stewardship Council (ASC), que emitem certificações, respectivamente, de pesca e aquicultura, são duas das certificadoras mais reconhecidas mundialmente. As certificações aparecem como MSC, ASC e ASCem.

Ter uma dieta vegana é o mais sustentável, e é a recomendação da ONU até mesmo para evitar a mudança climática em curso.

Reduzir ou cortar o consumo de pescados sem certificação de origem contribui para a manutenção das espécies.

A WWF dividiu os pescados mais consumidos no Brasil nas três categorias abaixo:

Verde – Eles são provenientes de fontes bem geridas, e são capturados ou cultivados de acordo com métodos responsáveis.

Amarelo – consuma com moderação – Esse tipo de pescado é proveniente de fontes que apresentam algum tipo de risco à sustentabilidade.

Vermelho – evite – Pescado proveniente de pescarias ou fazendas insustentáveis. Espécies listadas nessa categoria já estão ameaçadas por sobrepesca, são cultivadas ou retiradas de seu ambiente de forma ecologicamente incorreta ou ainda sofrem com má gestão. Alguns produtores destas espécies possuem certificação de sustentabilidade, caso em que o consumo é recomendado.

Categoria Verde: 

Mexilhão

Mexilhão chileno

Ostra-do-Pacífico

Ostra-do-mangue

Salmão-chum

Salmão-rosa

Salmão-sockeye

Vieira

Categoria Amarela:

Bonito-listrado

Caranguejo-uçá

Castanha

Panga

Tilápia

Categoria Vermelha: 

Bacalhau-do-Atlântico

Bacalhau-do-Pacífico

Camarão-pata-branca

Camarão-rosa

Camarão-lixo

Corvina

Dourado

Surubim ou Pintado

Tainha

 

Para a lista completa de pescados e mais informações veja o estudo completo no site da WWF.